Equipes da Delegacia de Homicídios estão em frente à casa do goleiro Bruno Fernandes, do Flamengo, desde o início da manhã desta quarta-feira. Ontem, o Ministério Público pediu a prisão temporária do jogador por suspeita de envolvimento no desaparecimento da ex-amante dele, Eliza Samudio, 25.
O Tribunal de Justiça do Rio afirmou, por volta das 7h20, que nenhuma decisão sobre o pedido de prisão havia sido feito pela juíza de plantão.
Goleiro do Flamengo é investigado após desaparecimento de ex; ela tentava provar na Justiça que ele é pai de seu filho
O pedido foi encaminhado ao plantão do Tribunal de Justiça na noite de ontem pelo promotor Homero das Neves Freitas Filho, que acompanhou o depoimento de um adolescente de 17 anos localizado na casa de Bruno que confirmou a morte de Eliza e deu detalhes sobre o suposto crime.
A prisão temporária vale por cinco dias. O promotor também pediu que o adolescente --primo de Bruno-- fosse apreendido, pela suspeita de ter sequestrado Eliza. Os três pedidos estão sendo examinados pela juíza Fabelisa Gomes de Souza, plantonista do TJ.
Depoimento
Depois de sete horas de depoimento, o adolescente deixou a Divisão de Homicídios do Rio pouco depois das 22h. Ele saiu por uma porta lateral, com o rosto coberto. De acordo com Neves, a versão apresentada por ele foi "crível e razoável". Mas o promotor não deu detalhes sobre o que foi dito pelo rapaz.
De lá o adolescente foi encaminhado para a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), onde aguarda a decisão sobre o pedido de apreensão.
Segundo a Polícia Civil, o adolescente afirmou que a coronhada dada por ele em Eliza não foi a causa da morte. O menor não explicou, porém, como ou onde a jovem foi morta. Disse apenas que ela chegou viva a Minas Gerais.
O advogado Ércio Quaresma Firpe, que defende Macarrão, disse ter sido informado por telefone sobre o conteúdo do depoimento. Segundo Firpe, o adolescente disse que "quem fez o serviço [assassinato de Eliza] teria desossado o corpo e dado para alguns [cães] rotweilers comerem".
Em entrevista à rádio Tupi, no Rio, um tio do adolescente afirmou que o sobrinho disse ter matado Eliza e sabia onde estava seu corpo.
fonte: http://www.folhasp.com.br/

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